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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

SECRETÁRIA ELIANA ESTRELA RECEBE ESTUDANTES MEDALHISTAS DA OBMEP

A secretária da Educação, Eliana Estrela, recebeu, nesta segunda-feira (26), uma representação de estudantes medalhistas na 14ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). O encontro teve o intuito de reconhecer e incentivar o empenho e a dedicação dos jovens, assim como o apoio dado pelas escolas e as famílias. O secretário executivo do Ensino Médio e da Educação Profissional, Rogers Mendes, também participou do momento. À tarde, os alunos recebem homenagem na Assembleia Legislativa do Ceará.
“Ficamos muito felizes com esse resultado. Parabenizo a cada um dos jovens, assim como às famílias e às escolas, pelo mérito alcançado. Que eles possam disseminar entre os colegas o quanto vale a pena estudar, não só pelas medalhas, mas pelo conhecimento que se constrói. Que a gente possa avançar cada vez mais”, salienta Eliana Estrela.
Daniel Soares Azevedo, ex-aluno da Escola Dona Marieta Cals, de Cariré, foi medalhista de ouro na competição. Hoje o jovem cursa Engenharia Civil na Universidade Vale do Acaraú (UVA) e explica que o gosto pela matemática surgiu ainda na infância.
“Pedia ao meu irmão mais velho que brincasse comigo, e o que ele fazia era me passar exercícios de matemática. Aquilo me fez criar gosto e facilidade com a matéria. A OBMEP representou para mim uma grande motivação para aprofundar os estudos e não me contentar, apenas, em fazer o dever de casa ou conseguir boas notas na escola. Tive que me adequar a uma rotina mais puxada para conseguir este objetivo”, conta.
De acordo com Daniel, o êxito na matemática refletiu no interesse em relação às demais áreas do conhecimento. “Foram aulas aos sábados e grandes listas de exercícios, que me fizeram pegar um ritmo de estudos, ajudando inclusive nas outras disciplinas, o que me foi altamente benéfico. A OBMEP transformou minha vida, não fiquei com a mentalidade de aprender os conteúdos apenas para o vestibular, e sim, pelo gosto em aprender. Será algo que vou carregar pela vida toda”, considera.

Incentivo
Sandra Nascimento, diretora da Escola Otília Correia Saraiva, de Barbalha, lembra da dedicação prestada pelos professores, com o objetivo de melhor preparar os alunos. “Nossos professores desenvolveram projetos de estudos no horário de meio-dia, como também aos sábados, com muito zelo. Quando nossos alunos conquistam essas medalhas, mostram que é possível aprender disciplinas como matemática, física e química, de uma forma suave”, observa.
Os estudantes cearenses obtiveram participação de destaque na 14ª OBMEP. Ao todo, foram 1.168 premiações recebidas por alunos dos ensinos fundamental e médio, sendo cinco de ouro, 24 de prata, 83 de bronze e 1.056 Menções Honrosas.
A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP é um projeto nacional dirigido às escolas públicas e privadas brasileiras, realizado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – IMPA, com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática – SBM, e promovida com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC.
O público-alvo da OBMEP é composto de alunos do 6º ano do Ensino Fundamental até último ano do Ensino Médio. Em 2018, mais de 18 milhões de alunos participaram da olimpíada.

Premiações
Medalhas de Ouro:
Nível 1 (6º e 7º ano EF): 01
Arthur Diniz Cabral – Colégio da Polícia Militar do Ceará General Edgard Facó

Nível 2 (8º e 9º ano EF): 01
Lourival Alves Nogueira – EEFM Marcelino Champagnat

Nível 3 (1º, 2º e 3º ano EM): 03
Daniel Soares Azevedo – EEFM Dona Marieta Cals
Francisco Anderson Silva Vieira – EEFM Alfredo Nunes de Melo
Ariane Kevinny Muniz Ribeiro – EEEP Otília Correia Saraiva

Total Ouro: 05

Medalhas de Prata:
Nível 1 (6º e 7º ano EF): 04

Nível 2 (8º e 9º ano EF): 00

Nível 3 (1º, 2º e 3º ano EM): 20

Total Prata: 24

Medalhas de Bronze:
Nível 1 (6º e 7º ano EF): 08

Nível 2 (8º e 9º ano EF): 08

Nível 3 (1º, 2º e 3º ano EM): 67

Total Bronze: 83

Menções Honrosas:
Nível 1 (6º e 7º ano EF): 28

Nível 2 (8º e 9º ano EF): 65

Nível 3 (1º, 2º e 3º ano EM): 963

Total Menção Honrosa: 1056
Fonte: SEDUC CE

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

MEDALHA NA OBMEP OU OBM PODE VALER VAGA NA UNICAMP

Reprodução de reportagem de Júlia Marques,
de O Estado de S. Paulo
As medalhas de Felipe Bagni, de 17 anos, têm um peso que, até então, nem ele media. Pela primeira vez, poderão valer uma vaga em um curso de graduação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Colega de Felipe, Gustavo Martins, de 14, também acumula prêmios. O aluno do 1.º ano do ensino médio não vai tentar vestibular agora, mas poderá ter ainda mais opções quando chegar a sua vez de se candidatar a uma universidade pública.
Seguindo o exemplo da Unicamp, a Universidade de São Paulo (USP) e a Estadual Paulista (Unesp) pretendem abrir vagas “olímpicas” – aquelas destinadas a alunos com medalhas em competições científicas como as de Matemática, Física e Química – nos próximos anos. A nova modalidade de seleção faz parte de uma tendência de diversificar formas de ingresso nas instituições paulistas. 
“Para um estudante que passou bom tempo se dedicando, é um ótimo jeito de a universidade reconhecer”, diz Felipe, estudante do 3.º ano do Colégio Objetivo Integrado. Empolgado com torneios práticos, ele tentará uma vaga em Engenharia da Computação na Unicamp com os prêmios que conquistou em competições de Robótica, Física e Informática. “Eu me apaixonei pela Robótica. Tem o trabalho em equipe, de botar a mão na massa”, diz Felipe, que teve até de aprender a ler partituras para criar um robô tecladista. 
A Unicamp destinou 90 vagas (parte delas extras) em 26 cursos para ingresso exclusivo de alunos medalhistas – as inscrições começaram em novembro. Estudantes que optarem pelas vagas olímpicas na Unicamp não precisarão fazer os testes tradicionais – basta apresentar os prêmios e o histórico escolar. Se quiserem, também podem concorrer na modalidade convencional separadamente. Neste ano, 18 olimpíadas serão consideradas nessa modalidade. Quanto mais dourada a medalha, maior a pontuação. E prêmios em torneios internacionais aumentam a chance. 
Por enquanto, competições na área de Humanas, como as de História e Geografia, não estão valendo para este vestibular. Mas, segundo o professor José Alves de Freitas Neto, coordenador executivo da Comvest, que organiza o vestibular da Unicamp, poderão ser incluídas nas próximas edições. “Os cursos de graduação têm autonomia para aderirem ou não ao sistema de vagas olímpicas, desde que cumpram alguns requisitos básicos (como caráter nacional e existência da competição há mais de 5 anos)”, diz Freitas Neto. “Seria desejável que outras áreas adotassem o modelo.” 
Cérebros
A ideia da mudança é “atrair os melhores estudantes” para a Unicamp, diz o professor. É comum que alunos olímpicos, principalmente aqueles com premiações em torneios internacionais, deixem o País. No exterior, universidades de ponta avaliam todo o histórico dos candidatos – e o engajamento nesse tipo de atividade aumenta o crédito nas seleções. 
“Se eles não têm oportunidade no próprio país, procuram onde oferece. São estudantes especiais”, diz o pró-reitor de Graduação da USP, Edmund Baracat. A universidade, que ocupa o topo de rankings de desempenho no país, estuda a adoção desse novo modelo de ingresso para o próximo vestibular – com entrada em 2020. As discussões, diz, estão sendo feitas em cada uma das unidades e ainda não há definição sobre o número de vagas olímpicas. 
Para Gladis Massini-Cagliari, pró-reitora de Graduação da Unesp, diversificar as formas de ingresso é um jeito de atender a dois tipos de expectativas. “As universidades públicas têm de conciliar a demanda pelo mérito, de selecionar os melhores, com a do compromisso social.” Para as vagas olímpicas, a Unesp estuda atribuir pontuação às medalhas e agregar outro critério para desempate – a nota no Enem pode ser um deles. 
Um dos cuidados necessários, diz Gladis, é garantir que a proporção geral de ingressantes de escolas públicas seja mantida. Há ainda o desafio de garantir a segurança das competições. “A olimpíada é muito barata, custa R$ 2 por aluno, e não tem mecanismos bem desenvolvidos para evitar vazamentos”, diz Claudio Landim, coordenador-geral da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). 
Especialista em ensino superior, Elizabeth Balbachevsky aprova as mudanças. “O ensino secundário é montado dentro da estratégia de preparar para responder a um teste, como se isso desenvolvesse qualidades e competências para os jovens enfrentarem o mercado de trabalho”, critica. Ela vê necessidade de que avaliações considerem todo o percurso escolar. “Nem sempre o aluno muito bem treinado para a maratona do Enem é o que se sai melhor na graduação.”
Engenheiro químico formado na Espanha, William Teixeira, de 24 anos, não teve a chance de usar suas medalhas de Matemática, Química e Astronomia para entrar na faculdade. Ele prestou o Enem, passou em uma federal brasileira, mas acabou indo para a Europa. “As olimpíadas avaliam outras áreas que o vestibular não consegue. As fórmulas que eu tinha de saber eram mínimas, exigia mais capacidade de pensar.”
Americanas consideram os prêmios dos alunos
Destino de muitos medalhistas de olimpíadas científicas, universidades americanas de ponta como Yale, Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) incluem em seus processos seletivos uma análise sobre toda a trajetória dos estudantes que pretendem fazer uma graduação nas instituições. A participação nessas competições não é o único critério, mas conta. “O processo lá fora é bem mais holístico”, explica Juliana Kagami, da Fundação Estudar. 
A organização oferece consultoria a alunos interessados em fazer cursos fora do Brasil. Os estudantes, diz Juliana, são orientados a incluir nos formulários de aplicação informações sobre as competições científicas de que participaram. 
Medalhistas de ouro do Rio na premiação da OBMEP 2017,
no Riocentro, em julho
Não quer dizer, porém, que o resultado em exames mais tradicionais, como o SAT, a versão americana do Enem, perdeu valor. “As notas contam muito ponto. Mas elas não são tão importantes, se o aluno realizou algo de extraordinário na sua vida”, diz Andrea Tissenbaum, especialista em educação internacional e autora do Blog da Tissen, no site do Estado.
Vinicius Armelin, de 17 anos, conta com isso para conseguir um espaço. Em julho, ele foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Química, disputada na Eslováquia e na República Tcheca. “Pretendo estudar fora, minha ideia é aplicar para os Estados Unidos. E, no momento, estou pensando em Stanford”, diz o aluno do Colégio Etapa.
Competição é caminho para bolsa e estágio
Gustavo Martins, de 14 anos, tirou os pés do Brasil pela primeira vez em dezembro de 2017– e não foi para uma viagem de fim de ano com a família. O adolescente foi para Botsuana, no sul da África, para representar o país em uma olimpíada de Ciências. “É uma experiência que não sei nem descrever. Foi tudo pago. Além disso, foi algo por mérito meu”, comemora. 
Além das chances no vestibular, premiações em torneios científicos abrem outras portas, como a possibilidade de financiamento dos estudos, participação em laboratórios de pesquisa e até de estudar fora. Gustavo, por exemplo, concorreu a uma bolsa no Colégio Objetivo Integrado pelo Ismart, instituto que seleciona talentos. “Candidatos participantes de olimpíadas de Matemática, especialmente a Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), se destacam no processo seletivo para bolsas de estudos”, diz Fabiane Pinto, coordenadora de Seleção do Ismart.
Já Renan Proença, de 17 anos, não só mudou de escola como de Estado – foi do interior de São Paulo ao Ceará para estudar em um colégio particular de ponta em Fortaleza, com bolsa integral, por causa do desempenho nas competições. “Fazia mais por diversão, não conhecia as premiações.” Hoje, é um divulgador. De memes dos torneios, passou a publicar em um site editais e materiais para estudo. “Muitas escolas não conhecem as olimpíadas e, depois que conhecem, têm dificuldades de achar informações”, diz ele, que sonha com uma vaga no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). 
Imersão
Já para estudantes que se destacam na Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB), há a chance de passar uma semana imerso em atividades de laboratório, como sequenciamento de DNA, sob orientação de cientistas do Instituto Butantã, em São Paulo, que organiza a competição. “São práticas que nós pesquisadores usamos no nosso cotidiano. Montamos todo um cenário investigativo, tipo CSI”, explica Sonia Aparecida de Andrade, coordenadora da OBB. Os alunos, diz Sonia, colocam essa experiência no currículo e ganham clareza sobre o trabalho dos cientistas.
Fonte: IMPA

sexta-feira, 13 de julho de 2018

BRASIL GANHA CINCO MEDALHAS EM OLIMPÍADA INTERNACIONAL DE MATEMÁTICA

59ª edição do evento realizada na Romênia reuniu estudantes de todo o mundo; Brasil ficou na 28ª posição no ranking geral dos países.
Equipe da IMO 2018 que conquistou cinco medalhas
e uma menção honrosa
A delegação brasileira ganhou cinco medalhas, uma de ouro e quatro de bronze, na 59ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO 2018, na sigla em inglês) realizada na cidade de Cluj-Napoca, na Romênia. O evento reuniu 594 estudantes do mundo todo.
Entre as medalhas, o ouro foi conquistado pelo estudante paulista Pedro Lucas Sponchiado, de 17 anos, do Colégio Etapa. Ele obteve 35 dos 42 pontos possíveis. Os demais alunos da equipe garantiram medalhas de bronze. São eles: Bruno Brasil Meinhart, de 17 anos, de Fortaleza; Bernardo Peruzzo Trevizan, de 16 anos, de SP; Pedro Gomes Cabral, de 15 anos, de Fortaleza; e André Yuji Hisatsuga, de 18 anos, de SP. O estudante Lucas Hiroshi Hanke Harada, de 17 anos, de SP, ficou com uma menção honrosa.
Com esse desempenho, o Brasil garantiu o 28º lugar entre os 107 países participantes. A equipe do Brasil foi liderada pelos professores Regis Prado Barbosa, de SP, e Armando Barbosa Filho, de Fortaleza.
“Os resultados obtidos nesta edição da IMO demonstram o amadurecimento da equipe olímpica. É importante ressaltar que o ouro é fruto de uma rotina intensa de treinamentos, que os professores têm aperfeiçoado a cada ano, inclusive com a presença de convidados estrangeiros, especialistas em competições internacionais”, disse Régis Prado Barbosa, líder da delegação brasileira.
O Brasil participou da IMO pela primeira vez em 1979 e, desde então, obteve dez medalhas de ouro, 43 medalhas de prata, 77 de bronze e 33 menções honrosas.
Fonte: G1

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

MEC E MCTIC COMPLEMENTAM ORÇAMENTO DO IMPA

O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) assinaram no fim de 2017 um termo de complementação orçamentária para apoiar as atividades do IMPA em 2018. Neste ano se realizará o Congresso Internacional de Matemáticos ​ (ICM 2018), o mais importante encontro mundial da área, entre outros eventos do Biênio da Matemática.
Parte dos recursos do aditivo ao contrato de gestão, assinado em Brasília, é oriunda da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
A verba adicional tem como finalidade assegurar a continuidade do fomento das atividades de pesquisa, difusão do conhecimento matemático, capacitação científica, desenvolvimento tecnológico e melhoria do ensino da Matemática no país.
“Sabemos que 2018 será um ano difícil, mas este aporte do MEC e do MCTIC é extremamente importante, pois vem desde já viabilizar atividades fundamentais do IMPA, como a OBMEP e o ICM 2018. Continuamos trabalhando com o governo federal no sentido de reforçar ainda mais o apoio a essas iniciativas”, observou Marcelo Viana.
Fonte: IMPA

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

MEDALHISTAS DA OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA PROTESTAM CONTRA CORTE DE RECURSOS NO IMPA

Estudantes temem que verba não seja suficiente para que o Instituto realize eventos previstos
Estudantes protestam durante premiação - Divulgação Impa
RIO - Premiados com medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), 501 estudantes protestaram durante a cerimônia de premiação, nessa terça-feira, no Theatro Municipal do Rio, contra um possível corte de orçamento do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), que organiza o evento. A baixa nos recursos ameaça a realização da Obmep no ano que vem e o Congresso Internacional de Matemáticos, também em 2018.
Com cartazes como "Queremos Obmep 2018", os estudantes tentaram pressionar o governo para recuar da restrição de verba ao Instituto, que está sendo discutida no Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Em entrevista publicada no GLOBO, no último sábado, o presidente do instituto, Marcelo Viana, afirmou que a previsão orçamentária é de apenas R$ 39 milhões para o custeio do Impa em 2018, menos da metade da dotação original para este ano.
Diante do protesto dos estudantes, o secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Elton Zacarias, que compareceu à solenidade, comentou sobre a questão.
— O Ministério fará todo o esforço para que a Olimpíada seja realizada — disse, anunciando em seguida que a Finep, agência de financiamento vinculada ao órgão, destinará R$ 500 mil ao Impa para estudantes brasileiros disputarem olimpíadas internacionais.
Na semana passada, o presidente do Impa disse ao GLOBO que para driblar a falta de dinheiro, está procurando outras alternativas além do poder público:
— Tivemos que reduzir custos e adequar nossas expectativas a esta nova realidade orçamentária. Mas também procuramos fontes alternativas para realizar estes projetos, sobretudo os em torno do “Biênio da Matemática”, declarado pelo Congresso Nacional para 2017 e 2018 numa lei que nos dá um “guarda-chuva” institucional. Estamos lutando por outros apoios além da esfera pública, atraindo patrocinadores.
INSTRUMENTO DE INCLUSÃO
Os estudantes que fizeram o protesto são os vencedores da medalha de ouro na Olimpíada de 2016. Esses alunos disputaram a competição com outros 17,8 milhões de jovens. Além deles, 1.500 levaram a prata e 4.500 conquistaram o bronze. Essa foi a 12ª edição do evento, que premia alunos do 6º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio.
— A OBMEP é um instrumento de inclusão, transformadora de vidas e destinos, uma identificadora de talentos, motivo de orgulho para o país. E ainda mais: é uma política pública com impacto amplamente comprovado ao longo de sua existência. E tudo isso por um custo absolutamente irrisório. A OBMEP custa menos de R$ 3 por aluno participante— afirmou Viana.
Fonte: O GLOBO

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

IMPA ENFRENTA O DESAFIO DE FAZER MAIS COM AINDA MENOS RECURSOS

O diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, busca na iniciativa privada
recursos para manter projetos – Leo Martins/O Globo
Reprodução do jornal O Globo
Quando assumiu a direção do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no fim de 2015, Marcelo Viana já sabia que teria um trabalho duro pela frente. Na época, encarava a perspectiva de ver o orçamento da instituição para 2016 reduzido em cerca de 30% frente ao ano anterior, ao mesmo tempo em que tinha que prepará-la para receber os dois maiores eventos da matemática mundial: a Olimpíada Internacional de Matemática, realizada em julho deste ano, e o Congresso Internacional de Matemáticos, previsto para ser aberto em agosto de 2018, no Rio.
Diante dessa situação, em entrevista ao GLOBO em janeiro de 2016, Viana reconheceu que teria que ser “imaginativo”. Mal sabia que a situação pioraria, exigindo ainda mais de sua criatividade: não só o corte para aquele ano se confirmou como o orçamento do Impa para 2017 teve nova redução, e nem assim foi integralmente cumprido: apenas R$ 55 milhões dos R$ 80 milhões previstos foram liberados este ano. Agora, em nova entrevista ao jornal, ele traça um cenário bem mais apertado para o ano que vem, com o cortes no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A previsão é de apenas R$ 39 milhões para o custeio do Impa em 2018, menos da metade da dotação original para este ano.
Reputação de excelência em risco
Na avaliação de Viana, este novo e radical corte nos recursos para o Impa coloca “em risco” a realização do congresso internacional marcado para o ano que vem caso a instituição não consiga algum tipo de suplementação, seja do governo ou da iniciativa privada, por meio de patrocínios. Se isso acontecer, serão fortes os impactos na ambição do Brasil de passar a integrar a “elite mundial” da Matemática e até na imagem internacional do país, considera.
Também ficará arranhado o sucesso do Impa, que em apenas 65 anos de existência, completados no mês passado, construiu uma reputação de excelência que o põe lado a lado com instituições seculares como as universidades de Cambridge e Oxford, no Reino Unido, e de Chicago e Princeton, nos EUA.
— Não podemos jogar fora mais de 60 anos de trabalho — desabafa Viana. — Não chegamos para sediar o congresso, que acontecerá pela primeira vez no Hemisfério Sul, da noite para o dia. Foram décadas para colocar o Brasil no topo da matemática mundial, posição que os cortes colocam em risco. Então, vamos ter que encontrar um jeito de contornar essa situação.
Outra grande preocupação de Viana é com a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), que desde 2005 contribui para disseminar e melhorar o conhecimento da disciplina no país, além de ajudar a revelar talentos na área. Este ano, a competição promovida pelo Impa contou com a participação de escolas particulares pela primeira vez, num total de 18 milhões de alunos de 53 mil instituições públicas e privadas.
Segundo Viana, o evento requer investimentos da ordem de R$ 53 milhões, custeados em partes iguais pelo MCTIC e o Ministério da Educação (MEC), que ele não sabe se terá para sua realização no ano que vem.
— Pode parecer muito, mas são menos de R$ 3 por aluno — contabiliza o diretor do Impa. — Se, dos R$ 39 milhões que esperamos ter no ano que vem, tivermos que tirar R$ 26,5 milhões para a Olimpíada, não vai sobrar para pagar salários nem a conta de luz.
Mas a reputação de excelência do Impa pode ser justamente a saída, pelo menos para a instituição, em meio à para a grave crise que atinge a ciência no país. Com um modelo de gestão conhecido como “organização social”, o instituto tem mais flexibilidade para buscar apoio financeiro junto à iniciativa privada e controlar seus gastos, tanto que já conta com alguns casos de “mecenato”, em que empresas e mesmo indivíduos ajudam a bancar a contratação de alguns pesquisadores.
— Tivemos que reduzir custos e adequar nossas expectativas a esta nova realidade orçamentária — diz Viana. — Mas também procuramos fontes alternativas para realizar estes projetos, sobretudo os em torno do “Biênio da Matemática”, declarado pelo Congresso Nacional para 2017 e 2018 numa lei que nos dá um “guarda-chuva” institucional, sobretudo para os dois grandes eventos do período: a Olimpíada Internacional de Matemática, que já organizamos, e seu ponto alto, que será Congresso Internacional de Matemáticos no ano que vem. Estamos lutando por outros apoios além da esfera pública, atraindo patrocinadores.
Fonte: IMPA

JORNAL NACIONAL EXIBE SÉRIE ESPECIAL SOBRE MATEMÁTICA

A partir desta segunda-feira (13), o Jornal Nacional exibe uma série especial de quatro reportagens sobre Matemática, tendo como protagonista o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana.
As matérias, de aproximadamente seis minutos cada, mostram como a Matemática está no cotidiano das pessoas. Os episódios serão exibidos ao longo desta semana no principal telejornal do país.
Conduzidas pelo experiente jornalista Pedro Bassan, as gravações foram feitas entre junho e agosto deste ano. Viana é o condutor das reportagens, explicando a origem e conceitos básicos e aproximando a disciplina do dia a dia de todos.
As reportagens usam pontos turísticos do Rio de Janeiro, como o Pão de Açúcar e o Museu do Amanhã – e até uma pizzaria! – para explicar curiosidades sobre o surgimento da contagem, a relação entre a matemática e a música, entre outros assuntos e mostrar como a Matemática é útil e divertida.
Fonte: IMPA

'CONVERSA COM BIAL' ENTREVISTA DIRETOR E PESQUISADOR DO IMPA

O programa Conversa com Bial desta segunda-feira (13) terá a Matemática como tema. O jornalista e apresentador Pedro Bial entrevistará o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, a pesquisadora do instituto Carolina Araujo e o estudante Pietro Pepe.
Em meio ao Biênio da Matemática 2017-2018, o ensino da disciplina tem ganhado destaque como política pública contra o chamado analfabetismo matemático, tristemente constatado em avaliações como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos).
Na conversa, Viana e Carolina analisam o papel do Brasil na Matemática mundial, o corte de recursos para pesquisa e a baixa qualidade do ensino da matéria nas escolas, entre outros assuntos. Pepe, ex-medalhista da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), é exemplo de como olimpíadas do conhecimento podem ser a porta de entrada do ensino superior para a juventude. Cursando Matemática e Engenharia da Computação na PUC-Rio, ele ainda desenvolve jogos digitais e leciona Matemática e Física em pré-vestibulares comunitários.
O programa ainda apresentará reportagem com Sandoel Vieira, aluno de doutorado do IMPA. Nascido em Cocal dos Alves (PI), município com um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, tornou-se matemático após se destacar na OBMEP. Driblou as dificuldades e ingressou no meio acadêmico. Um dos poucos doutores de sua cidade natal, ele é tido como exemplo pelos jovens piauienses que apostam na OBMEP como oportunidade de ascensão pessoal, estudantil e profissional.
Fonte: IMPA

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

ESTUDANTES, PROFESSORES E ESCOLAS DE CARIRÉ SÃO PREMIADOS PELA OBMEP

A manhã desta quinta-feira (31 de agosto) foi de festa e comemoração para quem faz educação em Cariré. É que foram entregues as premiações referentes à OBMEP 2016 para estudantes, professores e escolas participantes.
Ao todo, 7 estudantes, 5 professores e 3 escolas de Cariré foram premiados, coroando um trabalho de valorização e incentivo à OBMEP que vem sendo desenvolvido em nosso município há anos e que, mais e mais, se firma como uma forma de melhorar o ensino da matemática.
Dos 7 estudantes premiados, 4 conseguiram medalhas de bronze e, 3 medalhas de prata.
Eis a relação de premiados:
Medalha de prata
- FRANCISCO ALEXANDRE PAIVA SILVA (Nível 1 - Escola Tenente Avelino Gomes)
- FRANCISCO LAIRTON ABREU PESSOA (Nível 1 - Escola Cefisa Aguiar)
- MICAIAS MARTINS DE AQUINO (Nível 1 - Escola Cefisa Aguiar)

Medalha de bronze
- LIDIANE DOS SANTOS JORGE (Nível 1 - Escola Lucas Rodrigues de Brito)
- DANIEL SOARES AZEVEDO (Nível 3 - Escola Marieta Cals)
- FRANCILÂNDIO LIMA SERAFIM (Nível 3 - Escola Marieta Cals)
- JOSÉ TIAGO MOTA CRISPIM (Nível 3 - Escola Marieta Cals)
Professores premiados
- FRANCISCO FAGNER PORTELA AGUIAR (Escola Marieta Cals)
- JOSÉ CHAVES NETO (Escola Cefisa Aguiar)
- MÔNICA VERAS DOS SANTOS (Escola Marieta Cals/Escola Cefisa Aguiar)
- SANDRA MARIA MOREIRA SILVA (Escola Tenente Avelino Gomes)
- WELLINGTON FERNANDES DE LIMA (Escola José Patrocínio Braga)

Escola premiadas
- ESCOLA CEFISA AGUIAR 
- ESCOLA MARIETA CALS
- ESCOLA TENENTE AVELINO GOMES


Além destes prêmios, 10 estudantes do nível 1, 12 estudantes do nível 2 e 25 estudantes do nível 3 foram agraciados com menção honrosa, totalizando 47 prêmios.
Para a edição de 2017, desde o mês de abril que está sendo desenvolvido um projeto preparatório para tal olimpíada, e a expectativa é que esta edição seja mais uma de sucesso em nosso município.
A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada - IMPA - e tem como objetivo estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área.
Além da medalha, o estudante premiado é contemplado com uma bolsa de iniciação científica e, durante um ano, participa de atividades referentes ao PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Jr. (PIC).

sábado, 26 de agosto de 2017

INSCRIÇÕES PARA O VESTIBULAR UVA 2017.2 TERÃO INÍCIO DA SEGUNDA-FEIRA (28)

A Universidade Estadual Vale do Acaraú lançou o edital nº 08/2017, o qual disciplina e orienta a realização do vestibular 2017.2 desta Universidade. Tal vestibular visa preencher 830 vagas em 23 cursos de graduação, distribuídos conforme tabela a seguir.

CURSO
MODALIDADE
VAGAS
TURNO
ADMINISTRAÇÃO
BACHARELADO
40
MANHÃ
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
BACHARELADO
25
INTEGRAL
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
LICENCIATURA
25
INTEGRAL
CIÊNCIAS CONTÁBEIS
BACHARELADO
40
NOITE
CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO
BACHARELADO
30
INTEGRAL
CIÊNCIAS SOCIAIS
BACHARELADO
25
NOITE
CIÊNCIAS SOCIAIS
LICENCIATURA
25
NOITE
DIREITO
BACHARELADO
40
NOITE
EDUCAÇÃO FÍSICA
LICENCIATURA
40
INTEGRAL
ENFERMAGEM
BACHARELADO
40
INTEGRAL
ENGENHARIA CIVIL
BACHARELADO
40
INTEGRAL
FILOSOFIA
BACHARELADO
40
MANHÃ
FÍSICA
LICENCIATURA
50
NOITE
GEOGRAFIA
BACHARELADO
25
MANHÃ
GEOGRAFIA
LICENCIATURA
25
MANHÃ
HISTÓRIA
LICENCIATURA
50
NOITE
LETRAS – INGLÊS
LICENCIATURA
40
MANHÃ
MATEMÁTICA
LICENCIATURA
35
NOITE
PEDAGOGIA
LICENCIATURA
40
MANHÃ
PEDAGOGIA
LICENCIATURA
40
NOITE
QUÍMICA
LICENCIATURA
40
NOITE
SUPERIOR EM TECNOLOGIA DA CONST. DE EDIFÍCIOS
TECNOLÓGICO
40
NOITE
ZOOTECNIA
BACHARELADO
35
INTEGRAL
TOTAL
-
830
-

Os candidatos deverão efetuar a sua inscrição de 28 de agosto a 15 de setembro através do site https://vestibular.uvanet.br. Quem desejar pedir isenção deverá efetuar a sua inscrição de 28 de agosto a 01 de setembro, de 08 às 11 horas e de 14 às 17 horas.
Pode se candidatar a uma das vagas qualquer estudante que tenha concluído o ensino médio, ou estudos equivalentes, até os dias 27 e 28 de novembro de 2017, data da matrícula dos aprovados.
A taxa de inscrição é de R$ 100,00. Alunos de escola pública que fizerem o pedido de isenção no devido prazo pagarão apenas R$ 50,00 através de boleto bancário, o qual deverá ser pago até o dia 18 de setembro de 2017. O resultado dos pedidos de isenção será divulgado no dia 08 de setembro de 2017 no site da Universidade.
Alunos de escolas públicas que já concluíram o ensino médio deverão levar fotocópia e original do histórico escolar constando as escolas em que cursaram as três séries do Ensino Médio. Tais documentos deverão ser entregues à CEPS. Para estudantes que estão cursando o segundo semestre do 3º ano do ensino médio serão necessários declaração da escola de que o estudante está no segundo semestre do 3º ano e histórico escolar em que conste a escola pública em que o estudante cursou o 1º e o 2º anos.
Portadores de deficiência deverão levar atestado médico, expedido há no máximo 12 meses da data da inscrição, em que conste o CID - 10 da deficiência do candidato.
Uma pessoa pode levar o pedido de isenção de até 5 candidatos.
O cartão de informação, em que constarão horários, datas e locais de prova, será disponibilizado aos candidatos a partir do dia 16 de outubro de 2017.
As provas deste vestibular serão aplicadas no dia 22 de outubro do corrente ano, em local a ser definido no cartão de confirmação. O CANDIDATO SÓ PODERÁ FAZER A PROVA SE APRESENTAR UM DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO COM FOTO E O CARTÃO DE INFORMAÇÃO. Entrada de retardatários também não será aceita.
A divulgação dos resultados será no dia 22 de novembro de 2017, no site da instituição. Os aprovados farão sua matrícula nos dias 27 e 28 de novembro de 2017.
Ainda no dia 28 de novembro, a partir das 20 h, haverá a divulgação das vagas remanescentes. Os candidatos CLASSIFICÁVEIS, dentro do limite de vagas, deverão se apresentar nos dias 29 e 30 de novembro, de 9 às 17 horas, para se matricularem. Persistindo vagas remanescentes, será divulgada uma segunda chamada de classificáveis no dia 30 de novembro, às 20 h.
Os candidatos classificáveis deverão se matricular no dia 01 de dezembro deste mesmo ano, PONTUALMENTE às 9 h. Perderão o direito à vaga nesta segunda chamada de classificáveis quem não estiver presente à chamada.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

ESTUDANTE DO CURSO DE MATEMÁTICA DA UVA É APROVADO EM 1º LUGAR EM MESTRADO NA UFC

O estudante do Curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Josafá Martins Gonçalves, foi aprovado em 1° lugar – com nota 9,5 – no processo seletivo para admissão no Curso de Mestrado Acadêmico em Matemática da Universidade Federal do Ceará (UFC).
O resultado foi publicado pelo Departamento de Matemática da UFC em 17 de julho de 2017 e Josafá Gonçalves está entre os nove alunos aprovados, que iniciarão o curso no segundo semestre de 2017. O resultado da seleção está disponível https://si3.ufc.br/sigaa/public/processo_seletivo/lista.jsf.
De acordo com a Coordenadoria do Curso de Matemática da UVA, outros estudantes do curso também já se destacaram em aprovações no Mestrado Acadêmico da UFC, como o ex-aluno, Luís Carlos Martins, que atualmente cursa doutorado na França e Elaine Sampaio, atualmente professora efetiva da UVA.
Fonte: UVANET