Candidato que não teve o nome divulgado entrou com ação contra o MEC (Ministério da Educação). Estudante argumenta que precisa de revisão da nota para concorrer às bolsas do ProUni (Programa Universidade para Todos)
| Estudante, que não teve seu nome divulgado, argumentou na ação que pretende concorrer a uma bolsa do ProUni |
A Justiça Federal determinou que um estudante de São Paulo tenha acesso à prova objetiva e de redação, bem como ao espelho de correção, do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012. De acordo com a juíza da 1ª Vara de Araraquara (SP), Denise Aparecida Avelar, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo Enem, deverá disponibilizar a prova assim que for notificado.
De acordo com o portal Terra, o estudante, que não teve seu nome divulgado, argumentou na ação que pretende concorrer a uma bolsa do ProUni (Programa Universidade para Todos), mas que, de acordo com as regras do Inep, não pode questionar a nota obtida no Enem, uma vez que a vista da prova é garantida apenas para fins pedagógicos.
No entanto, a magistrada acredita que apesar de o Enem não se apresentar como um concurso público, o seu resultado tem sido utilizado por instituições de ensino superior como elemento de aprovação, caso do ProUni. Na decisão, proferida na última segunda-feira (14), ela afirma que “o exame, possuindo características de seleção pública, deve observar os princípios que se impõe à administração pública de qualquer esfera e, dentre os quais, os princípios da publicidade, moralidade, o direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal, todos de índole constitucional”.
O MEC não confirmou o recebimento da notificação, mas deve recorrer da decisão, assim como fez em outros casos similares.
Fonte: UNIVERSIA







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