Em reunião com representantes dos professores das universidades e institutos federais de ensino superior, o governo admitiu a possibilidade de aumentar o impacto do reajuste dos docentes em 7,7%. O impacto, antes previsto em R$ 3,9 bilhões a serem diluídos entre 2013 e 2015, pode chegar a R$ 4,2 bilhões nesses três anos.
Segundo o presidente da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), Eduardo Rolim, a proposta foi feita pelo governo nesta terça-feira e deve ser levada para avaliação pelas assembleias estaduais. Há cerca de 10 dias, o Ministério do Planejamento apresentou uma tabela com reajustes que iam de 8% a 40% - descontados os 4% retroativos a março concedidos em maio.
"Agora, a proposta do governo varia entre 25% e 40%. Segundo esse novo acordo, nenhum nível vai ter menos que 25% de reajuste", afirmou. Eduardo Rolim disse que, "aparentemente", a nova proposta do ministério atende aos 15 pontos reivindicados pela categoria. As entidades representativas dos docentes avaliam o documento do governo e seguem em reunião durante a noite de hoje.
Representantes das duas outras entidades em greve - Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) -, no entanto, consideram que a proposta do governo é insuficiente e demandam a reestruturação da carreira. Todos vão consultar suas bases em assembleias ao longo da semana.
A nova oferta contempla a demanda dos grevistas de manter o critério de progressão na carreira e a redução dos níveis de 17 para 13 - item que constava na proposta anterior. Outra reivindicação é o estabelecimento de uma data-base para a concessão dos reajustes - que passou de junho na proposta anterior para março de cada um dos três anos em que o aumento vai vigorar.
Limite
Segundo o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Marco Antônio Oliveira, o governo chegou ao limite de negociação salarial. "Dadas as incertezas do mercado internacional e as dificuldades geradas com a crise, chegamos ao limite. Sabemos que é preciso valorizar o professor, mas é preciso que eles percebam que nenhuma categoria profissional está conseguindo arrancar reajustes salariais que contemplem possíveis perdas futuras", afirmou o secretário.
Para o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, os ajustes feitos em relação à proposta anterior são "suficientes" para atender às reivindicações dos docentes e encerrar a greve, que já dura mais de dois meses. "Valorizar a carreira é parte do investimento e estratégia do governo, a essência da proposta está preservada. Achamos que essa é a proposta para um acordo", disse Sérgio Mendonça, que sinalizou que essa é a oferta final por parte do governo.
Fonte: TERRA







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