quinta-feira, 26 de julho de 2012

PRINCIPAL SINDICATO DE DOCENTES DE FEDERAIS DEVE RECOMENDAR REJEIÇÃO DE PROPOSTA DO GOVEERNO

O Andes - SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), o maior sindicato de professores de universidades federais, deve recomendar aos sindicatos filiados a rejeição da proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo federal na terça-feira (25). Nesta quarta (24), o Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), que representa sete universidades, decidiu pela aceitação da proposta.
“A linha da construção que estamos realizando aqui no comando [de greve] é a de rejeição da proposta. Ela não difere no que foi apresentada no dia 13 de julho. E vai na linha de desestruturar a carreira”, afirmou ao UOL Educação Josevaldo Cunha, diretor do Andes-SN. A recomendação final deve ser apresentada ainda na noite desta quarta-feira.
Os sindicatos filiados ao Andes terão até as 19h da próxima segunda-feira (30) para enviar ao comando nacional de greve, em Brasília, o resultado de suas assembleias. Estão em greve 58 das 59 universidades federais
Tanto os representantes do Andes quanto os do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) saíram insatisfeitos ontem da reunião com o Ministério do Planejamento. "É a mesma essência da proposta anterior, ou seja, não reestrutura a carreira", disse a presidente do Andes, Marinalva Oliveira.
Em nota, o MEC disse que “atendeu às reivindicações principais das representações sindicais dos professores das universidades e institutos federais”. Além disso, continua, afirma que “disponibilizou cerca de R$ 4,2 bilhões para a reestruturação da carreira docente, com o objetivo de valorizar a titulação e a dedicação exclusiva. Pela nova proposta do governo federal, nenhum professor terá um reajuste inferior a 25%. E o topo da carreira atinge até 40%.”
Proifes
O Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior) decidiu nesta quarta-feira (25) recomendar que suas sete universidades filiadas aceitem a proposta apresentada pelo governo ontem (24). 
A diretriz do Conselho Deliberativo do Proifes recomenda, também, que a greve seja encerrada. Caso isso aconteça, podem voltar a trabalhar professores de UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), UFBA (Universidade Federal da Bahia), UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano), UFG (Universidade Federal de Goiás), UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e UFC (Universidade Federal do Ceará), além de institutos federais no Paraná e no Rio Grande do Sul.
A nova proposta inclui reajustes que variam de 25% a 40% e a antecipação da vigência do plano de reestruturação de carreiras. A alteração fez o impacto do aumento no Orçamento subir de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões até 2015.
Ontem, o presidente do Proifes, Eduardo Rolim, já havia dito que a proposta do governo atendia aos 15 itens solicitados pela entidade. “O governo atendeu integralmente à nossa pauta. É um avanço. Agora, vamos fazer análise e consultar os professores do país inteiro”.

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